Sistema de Impacto Hammer GT20: uma solução da Geoteste para ensaios PDA

O sistema de impacto Hammer GT20 nos ensaios PDA

O sistema de impacto Hammer GT20 é um equipamento inovador desenvolvido pela Geoteste para a realização de ensaios PDA, oferecendo segurança, produtividade e confiabilidade na avaliação de fundações profundas.

O controle de qualidade das fundações profundas, incluindo a aplicação de ensaios PDA com sistemas de impacto como o Hammer GT20, constitui etapa essencial para a segurança estrutural e a viabilidade dos empreendimentos.

Em obras de médio e grande porte, especialmente com cargas elevadas ou solos heterogêneos, torna-se imprescindível adotar métodos confiáveis de verificação do desempenho das estacas.

Nesse contexto, os ensaios de carregamento assumem papel de destaque.

Dessa forma, esses ensaios permitem validar as premissas de projeto e avaliar o comportamento real das fundações in loco.

Prova de carga dinâmica

Entre os métodos disponíveis, a Prova de Carga Dinâmica (PDA – Pile Driving Analyzer) destaca-se como uma solução moderna, eficiente e amplamente difundida, capaz de fornecer informações relevantes sobre a capacidade de carga, os mecanismos de transferência de esforços ao solo e a integridade estrutural das estacas.

A confiabilidade do ensaio PDA, entretanto, está diretamente associada à qualidade do sistema de impacto empregado, bem como à segurança e à repetibilidade do procedimento executivo.

Sob essa perspectiva e alinhada à inovação tecnológica, a Geoteste desenvolveu o Sistema de Impacto Hammer GT20.

O sistema constitui uma solução inédita no mercado nacional, projetada para elevar os níveis de segurança, produtividade e confiabilidade na execução de ensaios PDA.

Sendo assim, o Hammer GT20 representa um avanço significativo em relação aos métodos tradicionais de aplicação de impacto.

O equipamento integra conceitos consagrados da engenharia de fundações a uma concepção moderna, automatizada e altamente segura.

A Prova de Carga Dinâmica é um ensaio normatizado no Brasil pela ABNT NBR 13208:2007 – Estacas – Ensaio de Carregamento Dinâmico.

O ensaio é amplamente utilizado para avaliar o desempenho de fundações profundas.

Aplica-se a estacas pré-moldadas, estacas metálicas, estacas moldadas in loco e estacas escavadas com diferentes métodos executivos.

O princípio do ensaio baseia-se na aplicação de impactos controlados no topo da estaca, gerando ondas de tensão que se propagam ao longo do fuste até a ponta. Sendo assim, a análise da resposta dinâmica da estaca, obtida por meio de sensores de aceleração e deformação instalados em seções específicas do fuste, permite a determinação de parâmetros fundamentais do sistema solo–estaca.

Objetivos do ensaio PDA com Hammer GT20

Entre os principais objetivos do ensaio PDA, destacam-se:

  • Estimativa da capacidade de carga última mobilizada da estaca;
  • Avaliação da distribuição da resistência ao longo do fuste, distinguindo as parcelas de atrito lateral e de resistência de ponta;
  • Verificação do comprimento efetivo da estaca;
  • Identificação de possíveis anomalias estruturais, como estrangulamentos, trincas ou variações de seção;
  • Determinação do coeficiente de segurança em relação à carga de trabalho adotada em projeto.

Para a realização do ensaio, são necessários um equipamento PDA (unidade computacional), sensores de aceleração (acelerômetros) e sensores de deformação (strain gauges), devidamente calibrados e instalados no fuste da estaca. O ensaio aplica os impactos sobre um bloco de proteção posicionado no topo da estaca, responsável por distribuir uniformemente as tensões e preservar a integridade estrutural do elemento ensaiado.

Por isso, os golpes devem apresentar níveis de energia progressivamente crescentes, sendo o ensaio normalmente conduzido até que se atinja, no mínimo, o dobro da carga de trabalho da estaca ou até a ocorrência de ruptura do bloco de impacto. O processamento dos sinais registrados ocorre posteriormente por meio de softwares específicos, baseados na teoria da propagação de ondas, o que possibilita a interpretação dos resultados.

2-Sistemas Convencionais de Impacto para Ensaios PDA

Historicamente, a execução de ensaios PDA utiliza diferentes sistemas de impacto, selecionados em função da disponibilidade de equipamentos, das condições de obra e das características das estacas. Entre os métodos mais comuns, destacam-se:

  • Martelos hidráulicos acoplados a guindastes;
  • Torres metálicas com martelo de queda livre;
  • Equipamentos de cravação (bate-estacas) adaptados para a aplicação dos impactos.

Embora funcionais, esses sistemas apresentam limitações relevantes, especialmente quanto à segurança operacional, à logística de montagem, à produtividade e à confiabilidade dos dados.

A necessidade de içamento de cargas pesadas e o trabalho em altura aumentam significativamente os riscos operacionais.

A dependência de guindastes ou caminhões Munck eleva a complexidade da mobilização e da desmobilização dos equipamentos.

Esses fatores contribuem para o aumento dos custos associados à execução do ensaio.

Além disso, a variabilidade na aplicação da energia de impacto e as dificuldades de alinhamento do martelo com o eixo da estaca podem comprometer a qualidade dos dados obtidos, exigindo maior rigor no controle da execução.

Hammer da Geoteste executando ensaio PDA em estaca.

Figura 1 -Hammer da Geoteste executando ensaio PDA em estaca

No processo executivo do ensaio PDA, os sistemas de impacto devem atender simultaneamente aos requisitos de segurança operacional, custo e produtividade.

Esses requisitos variam em função das diferentes condições de obra.

Entre os métodos tradicionalmente utilizados, destacam-se os martelos hidráulicos, as torres com martelo de queda livre e os equipamentos de cravação.

Cada um desses sistemas apresenta características próprias e aplicações específicas.

A escolha do sistema depende das particularidades de cada empreendimento.

No entanto, a necessidade contínua de inovação no setor de fundações impulsionou o desenvolvimento de soluções mais eficientes, produtivas e seguras.

Nesse contexto, desenvolveu-se o Hammer GT20.

O Hammer GT20 utiliza a estrutura de uma máquina de Mini Hélice Contínua e substitui o trado por um sistema de martelo direcionado.

Esse sistema garante o alinhamento com o eixo da estaca e o controle preciso do impacto durante a execução do ensaio.

Hammer GT20 – Geoteste

Figura 2 – Hammer GT20 – Geoteste

Estrutura e forma de trabalho do Hammer GT20

O Hammer GT20 configura-se como um sistema de impacto automatizado sobre esteiras, dotado de motor próprio, torre, cabos e martelo integrados. Sua concepção, baseada em equipamentos de hélice contínua, permite uma compreensão clara de sua estrutura e dos benefícios operacionais associados.

Na execução de estacas hélice contínua monitorada, o processo inicia-se após a mobilização do equipamento.

O procedimento envolve o posicionamento do trado, o aprumo da torre, a perfuração do solo, a retirada do material escavado e a concretagem do fuste.

O sistema monitora todas as etapas em tempo real, garantindo elevado controle de qualidade e alta produtividade.

Execução do ensaio PDA

A execução do ensaio PDA com o Hammer GT20 segue uma metodologia racionalizada e segura.

Após a mobilização do equipamento na obra, o sistema desloca-se de forma autônoma até o ponto da estaca ensaiada.

Em seguida, o sistema posiciona a torre, garantindo o alinhamento adequado com o eixo do elemento de fundação.

O próprio equipamento realiza a elevação do martelo até a altura previamente definida, de acordo com a energia de impacto desejada. O sistema aplica os golpes de forma sucessiva e controlada, enquanto os sensores instalados na estaca registram os sinais dinâmicos de aceleração e deformação.

Durante todo o processo, o operador permanece afastado da zona de impacto e controla o equipamento por meio de rádio controle.

O sistema interrompe o ensaio ao atingir duas vezes a carga de trabalho da estaca ou quando ocorre a ruptura do bloco de impacto.

Posteriormente, o ambiente computacional processa os dados coletados, possibilitando a interpretação dos parâmetros geotécnicos e estruturais da fundação.

O sistema aplica golpes sucessivos e controlados, enquanto os sensores registram os sinais dinâmicos de aceleração e deformação.

O sistema interrompe o ensaio ao atingir duas vezes a carga de trabalho da estaca ou em caso de ruptura do bloco de impacto.

Posteriormente, o ambiente computacional processa os dados coletados, resultando na interpretação e apresentação dos parâmetros de desempenho da fundação.

Vantagens do Hammer GT20

Diante do exposto, destacam-se as principais vantagens do sistema Hammer GT20, desenvolvido pela Geoteste:

  • Eliminação do risco de queda de pessoas: diferentemente de sistemas convencionais, o Hammer GT20 elimina a necessidade de trabalho em altura. O sistema realiza todas as operações ao nível do solo, aumentando significativamente a segurança da equipe.
  • Dispensa operações de içamento: O equipamento dispensa operações de içamento, pois foi projetado para eliminar a necessidade de içamento do martelo e de seus componentes, reduzindo os riscos operacionais, simplificando a logística e diminuindo o tempo de preparação do ensaio.
  • Dispensa Plano de Rigging: pela inexistência de cargas suspensas, não há necessidade de elaboração de Plano de Rigging, resultando em economia de tempo e redução de custos.
  • Alta produtividade: o Hammer GT20 possibilita a realização de até 20 ensaios PDA por dia. Em comparação, sistemas tradicionais executam, em média, de 5 a 8 ensaios diários, devido às etapas adicionais de montagem, içamento e reposicionamento.
  • Sistema de elevada segurança: a automação do processo, a ausência de trabalho em altura, a eliminação de içamentos e a operação remota tornam o Hammer GT20 um sistema extremamente seguro, em conformidade com os requisitos da ABNT NBR 13208:2007 – Estacas – Ensaio de Carregamento Dinâmico.
  • Dispensa guindaste ou caminhão Munck: o equipamento não depende de guindastes ou caminhões Munck para montagem ou operação, reduzindo custos logísticos e facilitando a atuação em obras com restrições de espaço.
  • Operação por rádio controle: A operação ocorre integralmente por rádio controle, mantendo o operador afastado da zona de impacto, elevando o nível de segurança e garantindo confiabilidade na aquisição dos dados.
  • Sistema autoportante: o Hammer GT20 é totalmente autoportante, reunindo em um único equipamento a estrutura, a torre, o martelo e os sistemas de controle, além de possuir mobilidade própria para deslocamento e posicionamento nos pontos de ensaio.

Hammer GT20 com a torre posicionada na horizontal

Hammer GT20 com a torre posicionada na horizontal

Figura 3 – Hammer GT20 com a torre posicionada na horizontal

Patente própria

A Geoteste desenvolveu internamente todo o sistema Hammer GT20, configurando uma solução patenteada e de elevado potencial tecnológico. Essa iniciativa reflete o compromisso da empresa com a inovação contínua, a excelência técnica e a geração de valor para seus clientes.

Ao investir no desenvolvimento de tecnologias próprias, a Geoteste consolida sua posição como referência no setor de ensaios geotécnicos, contribuindo para a evolução das práticas de controle de qualidade em fundações profundas.

O Sistema de Impacto Hammer GT20 representa um marco na execução de ensaios PDA no Brasil, reunindo segurança, produtividade, confiabilidade e inovação em um único equipamento. Sua concepção moderna e autoportante elimina limitações dos métodos tradicionais, proporcionando ganhos expressivos em eficiência operacional e redução de riscos.

Dessa forma, o Hammer GT20 consolida-se como uma solução tecnológica de excelência, alinhada às demandas atuais da engenharia de fundações e aos mais elevados padrões de qualidade e segurança exigidos pelo mercado.

Aplicabilidade do Hammer GT20

A versatilidade do sistema de impacto Hammer GT20 amplia significativamente o campo de aplicação dos ensaios PDA.

O sistema torna-se adequado para diferentes tipologias de obras e variados contextos geotécnicos.

Por ser um equipamento autoportante, sobre esteiras e com elevada mobilidade, o sistema permite aplicação em obras urbanas com restrições de espaço e acesso.

Também pode ser utilizado em empreendimentos de grande porte, como obras industriais, de infraestrutura e de energia.

Em ambientes urbanos com áreas limitadas para guindastes e equipamentos auxiliares, o Hammer GT20 apresenta vantagem operacional significativa.

Em termos operacionais, o sistema dispensa o uso de caminhões Munck ou guindastes para o içamento de martelos e estruturas.

A capacidade de deslocamento autônomo permite rápido reposicionamento entre estacas.

Essa característica reduz interferências no canteiro e minimiza impactos na logística da obra.

Do ponto de vista geotécnico, o sistema apresenta desempenho eficiente em solos de diferentes naturezas.

Aplica-se a depósitos arenosos, silto-argilosos e a perfis mais complexos, com camadas intercaladas e materiais de maior resistência.

O controle preciso da energia de impacto permite adaptar o ensaio às características do solo e ao tipo de estaca.

Essa adaptação garante a mobilização adequada das resistências sem comprometer a integridade estrutural do elemento ensaiado.

Essa flexibilidade operacional reforça o caráter multifuncional do sistema.

Desta forma, o equipamento posiciona-se como solução robusta e eficiente para o controle de qualidade de fundações em empreendimentos de diferentes portes e complexidades.

Diante do exposto, o Hammer GT20 consolida-se como uma solução tecnológica de elevado desempenho para a execução de ensaios PDA, aliando segurança operacional, alta produtividade e confiabilidade técnica. Sua concepção inovadora contribui para a otimização dos processos de controle de qualidade em fundações profundas, atendendo às exigências normativas e às demandas atuais do setor da engenharia geotécnica. Além disso, sua aplicação favorece a redução de riscos, prazos e custos operacionais, reforçando a tomada de decisão técnica por parte de projetistas e construtores, com ganhos diretos na qualidade global dos empreendimentos.