
Dr. Celso Gontijo
Presidente do Conselho
Ex-presidente da ABMS
70 anos de experiência em geotecnia
CREA/CONFEA 1404864105

Intervenção em edifício na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Canteiro urbano confinado e aterros históricos exigem métodos de ensaio adaptados a acesso restrito.
Localização
Investimento
R$ 86,2 milhões
Proprietário / Contratante
Empreendedor da Zona Portuária do Rio
Fundações
Controle de qualidade de fundações
Geoteste
Investimento total
R$ 86,2 milhões
Fonte de recursos
Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD)
Localização
Pequena África, Zona Portuária do Rio de Janeiro
O Armazém/Edifício Docas André Rebouças é um prédio histórico situado na Pequena África, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, região que também abriga o Sítio Arqueológico Cais do Valongo, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial por seu papel como um dos maiores portos de desembarque de pessoas escravizadas do mundo. O edifício será restaurado e requalificado para se tornar um dos maiores complexos dedicados à memória e à valorização da cultura afro-brasileira da América Latina, conforme anunciado pelo Governo Federal.
O investimento previsto é de R$ 86,2 milhões, oriundo do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em ação conjunta com o Ministério da Cultura. Em dezembro de 2025, os ministérios da Cultura e da Justiça assinaram termo formalizando a destinação dos recursos para a restauração do armazém, com liberações subsequentes de verba noticiadas ao longo de 2025 e 2026, incluindo nota do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já em julho de 2025 celebrando a garantia dos recursos para as obras.
Historicamente, a Zona Portuária do Rio passou por um processo de revitalização mais amplo a partir da década de 2010, com o projeto Porto Maravilha, que trouxe à tona sítios arqueológicos como o Cais do Valongo e reacendeu o debate sobre a preservação da memória da Pequena África, território de forte concentração de população negra recém-liberta e de manifestações culturais afro-brasileiras desde o século XIX. A restauração do edifício Docas André Rebouças se insere nesse contexto mais amplo de políticas públicas de reparação histórica e valorização patrimonial da região portuária carioca.
O cronograma público do projeto mostra a formalização do compromisso orçamentário ocorrendo em etapas: garantia dos recursos noticiada pelo Iphan em julho de 2025, assinatura do termo de R$ 86 milhões entre os ministérios em dezembro de 2025, e cobertura da imprensa carioca sobre o início das obras de restauração em maio de 2026, indicando um processo de maturação de aproximadamente um ano entre a garantia orçamentária e o começo efetivo das intervenções físicas no edifício.
O impacto regional esperado é a criação de um equipamento cultural de grande porte na Zona Portuária, complementando o Museu de Arte do Rio (MAR), o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana e o próprio Cais do Valongo, reforçando o eixo cultural e turístico da região e gerando empregos na construção civil e, posteriormente, na operação do futuro equipamento. Do ponto de vista geotécnico, a Zona Portuária do Rio de Janeiro é historicamente marcada por aterros construídos sobre antigos manguezais e depósitos de argila mole da Baía de Guanabara, resultado de sucessivos aterros hidráulicos realizados desde o início do século XX (a exemplo do aterro que formou parte da área onde hoje está o Porto Maravilha). Esse perfil geotécnico impõe desafios de recalque diferencial, capacidade de suporte reduzida em camadas superficiais e necessidade frequente de fundações profundas (estacas) para obras novas na região, fator que também deve ser considerado em intervenções de restauro estrutural de edificações históricas assentadas sobre esses aterros, ainda que o escopo do projeto seja majoritariamente de reforma e não de nova fundação.
O projeto de restauração do Docas André Rebouças é uma parceria entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com participação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão federal responsável pela preservação do patrimônio histórico brasileiro, incluindo o entorno do Cais do Valongo. Os recursos aportados têm origem no Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), mecanismo federal usado para financiar iniciativas de reparação e interesse coletivo.
A atuação conjunta dos dois ministérios reflete o caráter simbólico do projeto, que une política cultural e política de direitos e reparação histórica, com o Iphan atuando como guardião técnico do patrimônio edificado da Pequena África, território que concentra um dos conjuntos mais relevantes de sítios ligados à memória da diáspora africana no Brasil.
Julho de 2025: Iphan celebra garantia de recursos para o restauro
Dezembro de 2025: assinatura do termo de R$ 86 milhões entre Ministério da Cultura e Ministério da Justiça
Maio de 2026: cobertura de imprensa sobre início das obras de restauração
Fase seguinte: transformação em centro de referência da memória afro-brasileira
A Geoteste executa todos os ensaios abaixo com equipe, equipamentos e laboratório próprios, seguindo a NBR 6122:2022.
PCE
Capacidade de carga com carga estática aplicada diretamente na fundação.
PDA
Avaliação da capacidade de carga e integridade por impacto dinâmico.
Sistema Hammer
PDA autônomo, patenteado e operado por radiocontrole, sem guindaste.
Ensaio de Placa
Determinação do módulo de reação e recalque de solos superficiais.
PIT
Verificação não destrutiva da integridade e comprimento de estacas.
Bidirecional
Ensaio com célula expansiva para estacas de grande capacidade.
Tração
Avaliação da capacidade de tração de fundações especiais.
Arrancamento
Verificação da resistência à tração de elementos de fundação.
SAP
PCE sem estacas de reação, usando helicoides reutilizáveis.
Todas as informações desta página vêm de publicações oficiais e da imprensa. Consulta em 26/08/2026.
Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Edifício Docas André Rebouças.
+60
anos de experiência
+35.000
ensaios realizados
27
estados atendidos
Infraestrutura, mineração, indústria, mercado imobiliário, energia, saneamento, mobilidade urbana, entre outros.









Nossa equipe técnica está preparada para atender obras de infraestrutura, energia, mineração e indústria em todo o Brasil.