Edifício Docas André Rebouças
Edificações e requalificação urbana
Rio de Janeiro, RJ

Edifício Docas André Rebouças

Intervenção em edifício na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Canteiro urbano confinado e aterros históricos exigem métodos de ensaio adaptados a acesso restrito.

Localização

Rio de Janeiro, RJ

Investimento

R$ 86,2 milhões

Proprietário / Contratante

Empreendedor da Zona Portuária do Rio

Controle de qualidade de fundações

Geoteste

O empreendimento em números

Investimento total

R$ 86,2 milhões

Fonte de recursos

Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD)

Localização

Pequena África, Zona Portuária do Rio de Janeiro

Sobre o empreendimento

O Armazém/Edifício Docas André Rebouças é um prédio histórico situado na Pequena África, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, região que também abriga o Sítio Arqueológico Cais do Valongo, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial por seu papel como um dos maiores portos de desembarque de pessoas escravizadas do mundo. O edifício será restaurado e requalificado para se tornar um dos maiores complexos dedicados à memória e à valorização da cultura afro-brasileira da América Latina, conforme anunciado pelo Governo Federal.

O investimento previsto é de R$ 86,2 milhões, oriundo do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em ação conjunta com o Ministério da Cultura. Em dezembro de 2025, os ministérios da Cultura e da Justiça assinaram termo formalizando a destinação dos recursos para a restauração do armazém, com liberações subsequentes de verba noticiadas ao longo de 2025 e 2026, incluindo nota do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já em julho de 2025 celebrando a garantia dos recursos para as obras.

Historicamente, a Zona Portuária do Rio passou por um processo de revitalização mais amplo a partir da década de 2010, com o projeto Porto Maravilha, que trouxe à tona sítios arqueológicos como o Cais do Valongo e reacendeu o debate sobre a preservação da memória da Pequena África, território de forte concentração de população negra recém-liberta e de manifestações culturais afro-brasileiras desde o século XIX. A restauração do edifício Docas André Rebouças se insere nesse contexto mais amplo de políticas públicas de reparação histórica e valorização patrimonial da região portuária carioca.

O cronograma público do projeto mostra a formalização do compromisso orçamentário ocorrendo em etapas: garantia dos recursos noticiada pelo Iphan em julho de 2025, assinatura do termo de R$ 86 milhões entre os ministérios em dezembro de 2025, e cobertura da imprensa carioca sobre o início das obras de restauração em maio de 2026, indicando um processo de maturação de aproximadamente um ano entre a garantia orçamentária e o começo efetivo das intervenções físicas no edifício.

O impacto regional esperado é a criação de um equipamento cultural de grande porte na Zona Portuária, complementando o Museu de Arte do Rio (MAR), o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana e o próprio Cais do Valongo, reforçando o eixo cultural e turístico da região e gerando empregos na construção civil e, posteriormente, na operação do futuro equipamento. Do ponto de vista geotécnico, a Zona Portuária do Rio de Janeiro é historicamente marcada por aterros construídos sobre antigos manguezais e depósitos de argila mole da Baía de Guanabara, resultado de sucessivos aterros hidráulicos realizados desde o início do século XX (a exemplo do aterro que formou parte da área onde hoje está o Porto Maravilha). Esse perfil geotécnico impõe desafios de recalque diferencial, capacidade de suporte reduzida em camadas superficiais e necessidade frequente de fundações profundas (estacas) para obras novas na região, fator que também deve ser considerado em intervenções de restauro estrutural de edificações históricas assentadas sobre esses aterros, ainda que o escopo do projeto seja majoritariamente de reforma e não de nova fundação.

Quem está por trás da obra

O projeto de restauração do Docas André Rebouças é uma parceria entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com participação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão federal responsável pela preservação do patrimônio histórico brasileiro, incluindo o entorno do Cais do Valongo. Os recursos aportados têm origem no Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), mecanismo federal usado para financiar iniciativas de reparação e interesse coletivo.

A atuação conjunta dos dois ministérios reflete o caráter simbólico do projeto, que une política cultural e política de direitos e reparação histórica, com o Iphan atuando como guardião técnico do patrimônio edificado da Pequena África, território que concentra um dos conjuntos mais relevantes de sítios ligados à memória da diáspora africana no Brasil.

Linha do tempo do projeto

  1. Julho de 2025: Iphan celebra garantia de recursos para o restauro

  2. Dezembro de 2025: assinatura do termo de R$ 86 milhões entre Ministério da Cultura e Ministério da Justiça

  3. Maio de 2026: cobertura de imprensa sobre início das obras de restauração

  4. Fase seguinte: transformação em centro de referência da memória afro-brasileira

Desafios geotécnicos do terreno

  • Fundações históricas assentadas sobre aterros e argila mole da Baía de Guanabara
  • Risco de recalque diferencial em edificações antigas da região portuária
  • Necessidade de investigação geotécnica prévia a intervenções estruturais de restauro
  • Interferência com sítios arqueológicos sensíveis nas proximidades (Cais do Valongo)

Por que a Geoteste

  • Mais de 60 anos de atuação em ensaios de fundações em obras de grande porte nos mesmos setores e regiões.
  • Equipe e equipamentos próprios, sem dependência de terceiros para mobilização em obras remotas.
  • Tecnologias proprietárias: Sistema Hammer® e SAP.
  • Laudos assinados por engenheiros geotécnicos do nosso corpo técnico.

O maior corpo técnico do setor dedicado ao projeto

Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Edifício Docas André Rebouças.

Dr. Celso Gontijo

Dr. Celso Gontijo

Presidente do Conselho

Ex-presidente da ABMS

70 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404864105

José Hermes

José Hermes

Engenheiro Civil Geotécnico

Conselheiro do CREA-MG

40 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1405047593

Alexandre Gontijo

Alexandre Gontijo

Diretor Técnico

Engenheiro Civil Geotécnico

30 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404815503

Rodrigo Gontijo

Rodrigo Gontijo

Diretor Executivo

Engenheiro Civil Geotécnico

26 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416959840

Maria T. Mota

Maria T. Mota

Engenheira Civil Geotécnica

11 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1417059923

Diogo Bechler

Diogo Bechler

Engenheiro Civil Geotécnico

10 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416378065

Filipe Almeida

Filipe Almeida

Gerente de Negócio e Operações

Engenheiro Civil Geotécnico

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA - 1423584910

Tatiana Baptista

Tatiana Baptista

Gerente Comercial

Engenheira Civil Geotécnica

9 anos de experiência em geotecnia

Marlon Nocci

Marlon Nocci

Engenheiro Civil Geotécnico

5 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1420099566

Samuel Werner

Samuel Werner

Engenheiro Civil Geotécnico

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423765745

Aline Nonato

Aline Nonato

Engenheira Civil Geotécnica

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421107996

Paulo Ricardo Parreiras

Paulo Ricardo Parreiras

Engenheiro Civil Geotécnico

7 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1418234362

Tiago Fernandes

Tiago Fernandes

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422269183

Amanda Bastos

Amanda Bastos

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423530080

Danilo Milard

Danilo Milard

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422452557

Amanda Nava

Amanda Nava

Engenheira Civil Geotécnica

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421602407

Ana Flávia Castro

Ana Flávia Castro

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422908925

Victória Corcini

Victória Corcini

Engenheira Civil Geotécnica

2 anos de experiência em geotecnia

Pedro Neves

Pedro Neves

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

Sabrina Mendes

Sabrina Mendes

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

+60

anos de experiência

+35.000

ensaios realizados

27

estados atendidos

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