PCH Itararé
Energia, geração hidrelétrica
São José do Cerrito, SC

PCH Itararé

PCH em São José do Cerrito, na Serra Catarinense, integrando o mesmo ciclo de outorgas de pequenas centrais hidrelétricas do estado. Obras civis de barramento e casa de força concentram a demanda por ensaios de fundação.

Proprietário / Contratante

Empreendedor com outorga publicada no DOU

Controle de qualidade de fundações

Geoteste

O empreendimento em números

Potência instalada projetada

30 MW

Investimento estimado da usina

cerca de R$ 300 milhões

Participação adquirida pela Ludfor

30%

Investimento anunciado pela Ludfor (Itararé + Forquilha II)

R$ 60 milhões

Prazo estimado de entrada em operação

até 2030

Sobre o empreendimento

A PCH Itararé é um empreendimento hidrelétrico localizado no Rio Canoas, no trecho que faz divisa entre os municípios de Curitibanos e São José do Cerrito, na Serra Catarinense. O projeto foi um dos vencedores do Leilão de Energia Nova promovido pela ANEEL/CCEE e teve parte de sua participação societária, 30%, adquirida pelo grupo gaúcho Ludfor, que anunciou em 2025 um pacote de investimentos de R$ 60 milhões para ampliar sua atuação em geração renovável por meio de PCHs, incluindo a Itararé, em Santa Catarina, e a Forquilha II, no Rio Grande do Sul. Segundo reportagem local, a usina prevista para a região tem investimento estimado em cerca de R$ 300 milhões e potência instalada projetada de 30 MW, com expectativa de entrada em operação até 2030, o que a colocaria como um dos maiores empreendimentos hídricos recentes da Serra Catarinense.

A localização no Rio Canoas é estrategicamente relevante: esse curso d'água é um dos principais da bacia do Rio Uruguai em Santa Catarina e já abriga outros aproveitamentos hidrelétricos de pequeno e médio porte na região, o que indica disponibilidade de infraestrutura elétrica associada (linhas de transmissão e subestações) nas proximidades. É digno de nota que a região de São José do Cerrito já concentra infraestrutura elétrica de porte, com a Subestação Itararé, distinta da PCH, mas de nome homônimo, em operação desde 2013, coletando energia gerada pela PCH João Borges e outros empreendimentos da região, o que demonstra a maturidade do corredor de escoamento energético entre a Serra Catarinense e o sistema interligado do Oeste catarinense.

O licenciamento ambiental de empreendimentos hídricos no Rio Canoas segue o rito estadual, sob competência do IMA, com atenção redobrada às Áreas de Preservação Permanente ao longo do rio e a comunidades rurais ribeirinhas, comuns na paisagem de pastagens e remanescentes de Mata de Araucária do planalto serrano catarinense. A estruturação societária do projeto, com entrada de um investidor estratégico como a Ludfor adquirindo fração minoritária relevante (30%), é um padrão típico do setor de PCHs pós-leilão, em que o desenvolvedor original de projeto (origination) posteriormente atrai capital de fundos ou grupos de energia para viabilizar a etapa de construção, mais intensiva em capital.

Do ponto de vista de cronograma, a expectativa relatada pela imprensa regional é de que a usina no Rio Canoas, entre Curitibanos e São José do Cerrito, entre em operação até 2030, o que sugere um ciclo de desenvolvimento e construção de aproximadamente cinco anos a partir da habilitação em leilão, prazo compatível com o tempo médio de maturação de projetos de PCH no Brasil, que envolve licenciamento ambiental, obtenção de outorga de recursos hídricos, engenharia de detalhamento, obras civis de barramento e casa de força, e montagem eletromecânica.

Geotecnicamente, o trecho do Rio Canoas entre Curitibanos e São José do Cerrito situa-se sobre a mesma província de rochas vulcânicas ácidas e básicas da Formação Serra Geral que caracteriza toda a Serra Catarinense, com predominância de basaltos e, em algumas porções mais altas do planalto, riolitos e riodacitos da fácies Palmas/Chapecó. Esse contexto geológico impõe às fundações de barragens e vertedouros de PCH a necessidade de mapeamento detalhado de fraturas e da espessura dos derrames individuais, uma vez que a alternância de camadas maciças e vesiculares pode comprometer a estanqueidade da fundação se não tratada adequadamente com cortinas de injeção e drenos de alívio de subpressão.

Quem está por trás da obra

A Ludfor é um grupo empresarial de origem gaúcha que tem ampliado sua atuação no setor de energia renovável, com foco recente em pequenas centrais hidrelétricas no Sul do Brasil. O anúncio de investimento de R$ 60 milhões em 2025 para desenvolver participações nas PCHs Itararé (SC) e Forquilha II (RS), este último com investimento total estimado em cerca de R$ 90 milhões, segundo o gerente da empresa, indica uma estratégia de diversificação de portfólio energético apoiada em projetos já vencedores de leilões federais de energia.

O movimento da Ludfor se soma a um ciclo mais amplo de retomada de investimentos em PCHs no Brasil, impulsionado pelos leilões de energia nova voltados a fontes hídricas de pequeno e médio porte realizados em 2025, nos quais Santa Catarina se destacou como o estado com maior número de projetos habilitados, reforçando o papel da Serra Catarinense como polo relevante de geração hídrica complementar à matriz eólica e solar do país.

Linha do tempo do projeto

  1. Habilitação da PCH Itararé em leilão de energia nova da ANEEL/CCEE

  2. Aquisição de 30% de participação societária pelo grupo Ludfor (2025)

  3. Anúncio de investimento de R$ 60 milhões do grupo Ludfor para PCHs Itararé e Forquilha II

  4. Licenciamento ambiental e obtenção de outorga de recursos hídricos no Rio Canoas

  5. Construção da barragem, casa de força e montagem eletromecânica

  6. Expectativa de operação comercial até 2030

Desafios geotécnicos do terreno

  • Heterogeneidade vertical dos derrames basálticos e riolíticos da Formação Serra Geral na fundação da barragem
  • Necessidade de cortinas de injeção para controle de percolação em juntas de resfriamento e zonas vesiculares
  • Estabilidade de taludes de escavação em rocha vulcânica fraturada nas ombreiras da barragem
  • Gestão de sedimentos e regime de vazões do Rio Canoas, curso de porte médio na bacia do Uruguai

Por que a Geoteste

  • Mais de 60 anos de atuação em ensaios de fundações em obras de grande porte nos mesmos setores e regiões.
  • Equipe e equipamentos próprios, sem dependência de terceiros para mobilização em obras remotas.
  • Tecnologias proprietárias: Sistema Hammer® e SAP.
  • Laudos assinados por engenheiros geotécnicos do nosso corpo técnico.

O maior corpo técnico do setor dedicado ao projeto

Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto PCH Itararé.

Dr. Celso Gontijo

Dr. Celso Gontijo

Presidente do Conselho

Ex-presidente da ABMS

70 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404864105

José Hermes

José Hermes

Engenheiro Civil Geotécnico

Conselheiro do CREA-MG

40 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1405047593

Alexandre Gontijo

Alexandre Gontijo

Diretor Técnico

Engenheiro Civil Geotécnico

30 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404815503

Rodrigo Gontijo

Rodrigo Gontijo

Diretor Executivo

Engenheiro Civil Geotécnico

26 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416959840

Maria T. Mota

Maria T. Mota

Engenheira Civil Geotécnica

11 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1417059923

Diogo Bechler

Diogo Bechler

Engenheiro Civil Geotécnico

10 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416378065

Filipe Almeida

Filipe Almeida

Gerente de Negócio e Operações

Engenheiro Civil Geotécnico

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA - 1423584910

Tatiana Baptista

Tatiana Baptista

Gerente Comercial

Engenheira Civil Geotécnica

9 anos de experiência em geotecnia

Marlon Nocci

Marlon Nocci

Engenheiro Civil Geotécnico

5 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1420099566

Samuel Werner

Samuel Werner

Engenheiro Civil Geotécnico

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423765745

Aline Nonato

Aline Nonato

Engenheira Civil Geotécnica

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421107996

Paulo Ricardo Parreiras

Paulo Ricardo Parreiras

Engenheiro Civil Geotécnico

7 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1418234362

Tiago Fernandes

Tiago Fernandes

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422269183

Amanda Bastos

Amanda Bastos

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423530080

Danilo Milard

Danilo Milard

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422452557

Amanda Nava

Amanda Nava

Engenheira Civil Geotécnica

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421602407

Ana Flávia Castro

Ana Flávia Castro

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422908925

Victória Corcini

Victória Corcini

Engenheira Civil Geotécnica

2 anos de experiência em geotecnia

Pedro Neves

Pedro Neves

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

Sabrina Mendes

Sabrina Mendes

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

+60

anos de experiência

+35.000

ensaios realizados

27

estados atendidos

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