PCH Malacara
Energia, geração hidrelétrica
Lages, SC

PCH Malacara

Pequena central hidrelétrica na Serra Catarinense. Casa de força, tomada d'água e estruturas de barramento assentam em rocha basáltica alterada de espessura variável, cenário em que a verificação de capacidade de carga define o tipo de fundação adotado.

Localização

Lages, SC

Proprietário / Contratante

Empreendedor com outorga publicada no DOU

Controle de qualidade de fundações

Geoteste

O empreendimento em números

Enquadramento regulatório de PCH

até 30 MW de potência instalada

PCHs habilitadas de SC no 39º Leilão A-5 (agosto/2025)

24 unidades

Total de usinas de SC habilitadas no mesmo leilão

27 (incluindo CGHs)

Potência total contratada no 39º Leilão A-5 (todas as fontes/estados)

815 MW

Investimento estimado associado ao leilão

cerca de R$ 5,5 bilhões a R$ 8 bilhões (estimativas divergentes entre fontes)

Sobre o empreendimento

A PCH Malacara integra o conjunto de pequenas centrais hidrelétricas em desenvolvimento na região serrana de Santa Catarina, área que concentra, historicamente, um dos maiores adensamentos de projetos de PCH do país devido à combinação de desníveis expressivos do Planalto Serrano, vazões perenes dos rios Caveiras, Canoas e afluentes, e proximidade de subestações e linhas de transmissão já consolidadas em torno de Lages. Dados públicos específicos e individualizados sobre a PCH Malacara são escassos nas bases abertas consultadas (ANEEL, CCEE, SIRHESC), o que é comum a diversos empreendimentos em fase de estudo, outorga ou pré-viabilização na região, nesses casos, o registro formal costuma aparecer de forma dispersa em processos de outorga de uso de recursos hídricos junto à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (SDS/SIRHESC) e em cadastros de empreendimentos da ANEEL, sem cobertura jornalística consolidada.

Por isso, o que se pode afirmar com segurança documental é o contexto setorial em que um projeto como a PCH Malacara se insere. Santa Catarina é, junto ao Rio Grande do Sul e Minas Gerais, um dos estados com maior número de PCHs outorgadas e em operação no Brasil, resultado de um processo que se intensificou nos anos 2000 com o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa) e se manteve ativo em leilões subsequentes. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e a SDS de Santa Catarina, por meio do sistema SIRHESC, publicam as outorgas de direito de uso de recursos hídricos para fins de geração de energia, processo que corre em paralelo, e é pré-requisito, à outorga de autorização da ANEEL, regida atualmente pela Resolução Normativa nº 875/2020 daquela agência, que disciplina os procedimentos para autorização de PCH e UHE.

No plano do licenciamento ambiental, empreendimentos hidrelétricos de pequeno porte em Santa Catarina são via de regra licenciados pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), com estudos ambientais simplificados (EAS) ou estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA), a depender do porte e da bacia. O trâmite típico envolve Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação, com prazos que variam conforme a complexidade dos impactos hídricos e a existência de comunidades ribeirinhas, remanescentes de mata nativa e áreas de preservação permanente ao longo dos cursos d'água da Serra Catarinense.

Em termos de porte, as PCHs autorizadas na bacia do Rio Caveiras e cursos vizinhos na região de Lages historicamente apresentam potência instalada na faixa de 1 MW a 30 MW, conforme o enquadramento regulatório de PCH (até 30 MW, conforme a legislação vigente após a Lei nº 13.360/2016, que unificou PCH e CGH acima de 5 MW sob critérios de potência). O recente 39º Leilão de Energia Nova A-5, realizado pela ANEEL e pela CCEE em agosto de 2025, reforçou esse padrão regional: Santa Catarina foi o estado com o maior número de empreendimentos habilitados no certame, com 27 unidades, sendo 24 PCHs, o que evidencia a maturidade da carteira de projetos hídricos de pequeno porte na região serrana.

Do ponto de vista geotécnico, a região de Lages assenta-se sobre rochas vulcânicas da Formação Serra Geral, de idade cretácea, compostas majoritariamente por basaltos toleíticos dispostos em derrames sucessivos, intercalados por camadas de arenito da Formação Botucatu em cotas mais baixas. Esse arranjo geológico é favorável à implantação de barramentos e tomadas d'água em PCHs, pois os basaltos oferecem boa capacidade de suporte e baixa permeabilidade primária, mas exigem atenção a juntas de resfriamento colunares, fraturamento subvertical e possíveis zonas de vesículas preenchidas (amígdalas), que podem gerar percolação preferencial e exigir tratamento de fundação com cortina de injeção de calda de cimento, prática recorrente em barragens de PCH na Serra Catarinense.

Quem está por trás da obra

O desenvolvimento de PCHs na região de Lages historicamente envolve tanto empresas geradoras independentes de médio porte quanto grupos de investimento voltados a energias renováveis, num setor caracterizado por baixa concentração e forte presença de players regionais. O modelo de negócio típico combina outorga de autorização da ANEEL, contrato de conexão com a distribuidora local (Celesc, no caso catarinense) e comercialização de energia via Ambiente de Contratação Livre (ACL) ou leilões regulados, como o 39º LEN A-5.

O setor de PCHs no Brasil passou por um ciclo de relativa estagnação entre 2016 e 2023, em função da concorrência de fontes eólica e solar nos leilões, mas voltou a ganhar tração a partir de 2024-2025 com leilões específicos para fontes hídricas de pequeno e médio porte, movimento que a Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch) associa à necessidade de energia firme e despachável para complementar a intermitência de eólicas e solares no Sistema Interligado Nacional.

Linha do tempo do projeto

  1. Levantamentos hidrológicos e estudos de inventário/viabilidade na bacia do Rio Caveiras (fase típica pré-outorga)

  2. Processo de outorga de direito de uso de recursos hídricos junto ao SIRHESC/SDS-SC

  3. Pedido de outorga de autorização à ANEEL, conforme REN nº 875/2020

  4. Licenciamento ambiental junto ao IMA (LP, LI, LO)

  5. Habilitação em leilão de energia nova ou contratação via ACL

  6. Construção civil e eletromecânica, montagem de turbinas e entrada em operação comercial

Desafios geotécnicos do terreno

  • Fraturamento colunar e juntas de resfriamento em derrames basálticos da Formação Serra Geral, exigindo tratamento de fundação
  • Presença de amígdalas e vesículas preenchidas nos basaltos, com potencial de percolação preferencial sob a barragem
  • Contatos entre derrames sucessivos (superfícies de descontinuidade horizontal), que podem representar planos de fraqueza
  • Erosão e assoreamento em cursos d'água de planalto, associados a uso do solo agropastoril na bacia de drenagem

Por que a Geoteste

  • Mais de 60 anos de atuação em ensaios de fundações em obras de grande porte nos mesmos setores e regiões.
  • Equipe e equipamentos próprios, sem dependência de terceiros para mobilização em obras remotas.
  • Tecnologias proprietárias: Sistema Hammer® e SAP.
  • Laudos assinados por engenheiros geotécnicos do nosso corpo técnico.

O maior corpo técnico do setor dedicado ao projeto

Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto PCH Malacara.

Dr. Celso Gontijo

Dr. Celso Gontijo

Presidente do Conselho

Ex-presidente da ABMS

70 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404864105

José Hermes

José Hermes

Engenheiro Civil Geotécnico

Conselheiro do CREA-MG

40 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1405047593

Alexandre Gontijo

Alexandre Gontijo

Diretor Técnico

Engenheiro Civil Geotécnico

30 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404815503

Rodrigo Gontijo

Rodrigo Gontijo

Diretor Executivo

Engenheiro Civil Geotécnico

26 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416959840

Maria T. Mota

Maria T. Mota

Engenheira Civil Geotécnica

11 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1417059923

Diogo Bechler

Diogo Bechler

Engenheiro Civil Geotécnico

10 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416378065

Filipe Almeida

Filipe Almeida

Gerente de Negócio e Operações

Engenheiro Civil Geotécnico

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA - 1423584910

Tatiana Baptista

Tatiana Baptista

Gerente Comercial

Engenheira Civil Geotécnica

9 anos de experiência em geotecnia

Marlon Nocci

Marlon Nocci

Engenheiro Civil Geotécnico

5 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1420099566

Samuel Werner

Samuel Werner

Engenheiro Civil Geotécnico

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423765745

Aline Nonato

Aline Nonato

Engenheira Civil Geotécnica

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421107996

Paulo Ricardo Parreiras

Paulo Ricardo Parreiras

Engenheiro Civil Geotécnico

7 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1418234362

Tiago Fernandes

Tiago Fernandes

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422269183

Amanda Bastos

Amanda Bastos

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423530080

Danilo Milard

Danilo Milard

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422452557

Amanda Nava

Amanda Nava

Engenheira Civil Geotécnica

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421602407

Ana Flávia Castro

Ana Flávia Castro

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422908925

Victória Corcini

Victória Corcini

Engenheira Civil Geotécnica

2 anos de experiência em geotecnia

Pedro Neves

Pedro Neves

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

Sabrina Mendes

Sabrina Mendes

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

+60

anos de experiência

+35.000

ensaios realizados

27

estados atendidos

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