Projeto Colossus (Viridis Mining)
Mineração, terras raras
Poços de Caldas, MG

Projeto Colossus (Viridis Mining)

Projeto de terras raras no planalto de Poços de Caldas, com planta de processamento e estruturas de apoio. Obras minerárias combinam solos residuais heterogêneos e equipamentos sensíveis a recalque, combinação que exige controle de qualidade de fundações desde a fase de protótipo.

Investimento

US$ 350 milhões ou mais

Proprietário / Contratante

Viridis Mining

Controle de qualidade de fundações

Geoteste

O empreendimento em números

investimento estimado (DFS)

US$ 449 milhões

área de licenças

228,62 km²

início de produção previsto

2º semestre de 2028

participação da Viridis no projeto

100%

Sobre o empreendimento

O Projeto Colossus é um empreendimento de mineração de terras raras conduzido pela Viridis Mining and Minerals, mineradora australiana com atuação no Brasil, localizado na região de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais. O projeto compreende um conjunto de licenças que somam 228,62 km² de área, dentro e no entorno do Complexo Alcalino de Poços de Caldas, formação geológica reconhecida internacionalmente por conter algumas das mais altas concentrações de argilas de adsorção iônica (IAC, na sigla em inglês) já registradas no mundo, tipo de depósito mineral favorável à extração de elementos de terras raras com processos relativamente menos intensivos do que os métodos convencionais aplicados a minérios primários.

A companhia adquiriu 100% dos direitos sobre os elementos de terras raras da área em agosto de 2023, dando início a uma fase intensa de exploração geológica e estudos técnicos. Em 2026, a Viridis divulgou o Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS, na sigla em inglês) do projeto, marco crucial no desenvolvimento de qualquer projeto de mineração, estimando um investimento necessário de aproximadamente US$ 449 milhões para colocar o empreendimento em produção, com início de operação previsto para o segundo semestre de 2028. Estimativas anteriores, veiculadas pela imprensa em fases mais preliminares, mencionavam investimentos da ordem de R$ 2 bilhões.

Ao longo de 2026, a empresa avançou em frentes complementares, incluindo operação de planta-piloto, estruturação de financiamento e negociações comerciais, com destaque para um processo de acordo de venda de produção ("offtake") e parceria tecnológica com a companhia química belga Solvay, players relevante da cadeia global de processamento de terras raras. Essas movimentações se inserem em um contexto internacional de disputa geopolítica por terras raras, insumos estratégicos para tecnologias de defesa, veículos elétricos e eletrônicos, mercado hoje dominado pela China, o que tem atraído interesse de governos como Estados Unidos e União Europeia por projetos alternativos no Brasil, incluindo visitas de autoridades europeias ao projeto em Minas Gerais.

O impacto econômico regional esperado envolve a geração de empregos na fase de construção e operação da mina e da planta de processamento, além de receitas de royalties e tributos para o município de Poços de Caldas e para o Estado de Minas Gerais. No entanto, o projeto também desperta preocupações locais, já que a região é historicamente associada a atividades de mineração de urânio (pela antiga Nuclebrás/INB) e é conhecida por suas águas termais e pelo turismo associado a esse recurso natural, o que tem motivado debate público sobre convivência entre mineração e vocação turística da cidade.

Do ponto de vista geotécnico, o Complexo Alcalino de Poços de Caldas é uma caldeira vulcânica de idade cretácica, uma das maiores estruturas alcalinas do mundo, cujo intemperismo tropical intenso ao longo de milhões de anos gerou espessos mantos de alteração residual, incluindo as argilas de adsorção iônica que constituem o alvo econômico do projeto Colossus. Esses solos lateríticos e argilosos, tipicamente pouco espessos em relação a depósitos de terras raras de rocha dura, favorecem métodos de lavra a céu aberto de baixo impacto relativo, mas impõem desafios específicos de estabilidade de taludes em material intemperizado, controle de drenagem ácida ou de metais associados, e necessidade de caracterização geotécnica detalhada devido à heterogeneidade típica de perfis de alteração em terrenos alcalinos, além da proximidade com aquíferos que alimentam as fontes termais da região.

Quem está por trás da obra

A Viridis Mining and Minerals é uma mineradora de capital australiano, listada em bolsa, focada no desenvolvimento de projetos de terras raras a partir de argilas de adsorção iônica, tecnologia de extração que ganhou relevância global como alternativa aos depósitos tradicionais de rocha dura, dominados majoritariamente pela China. A empresa concentrou seus ativos no Brasil, com o Projeto Colossus como principal iniciativa, e vem conduzindo desde 2023 uma sequência de estudos técnicos, da exploração inicial ao estudo definitivo de viabilidade (DFS), etapas necessárias para atrair financiamento e parceiros estratégicos internacionais.

Como mineradora ainda em fase de desenvolvimento (sem produção comercial iniciada), a Viridis depende fortemente de captação de recursos em mercados de capitais e de acordos comerciais com processadores e compradores internacionais de terras raras, como a negociação em curso com a química belga Solvay, para viabilizar a construção da mina e da planta de processamento. O avanço do projeto tem sido acompanhado de perto por governos ocidentais interessados em diversificar fontes de terras raras fora da cadeia chinesa, o que posiciona a empresa em um contexto geopolítico mais amplo do que o de uma mineradora júnior tradicional.

Conheça a Viridis Mining e a atuação da Geoteste junto à empresa

Linha do tempo do projeto

  1. 2023 (agosto), Viridis adquire 100% dos direitos de terras raras da área do Projeto Colossus

  2. 2023-2025, Fase de exploração geológica e estudos técnicos preliminares

  3. 2026 (agosto), Divulgação do Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS), com investimento estimado em US$ 449 milhões

  4. 2026 (setembro), Avanços em financiamento e negociação de acordo de offtake e parceria tecnológica com a Solvay

  5. 2028 (segundo semestre), Início de produção previsto

Desafios geotécnicos do terreno

  • Perfis de alteração laterítica heterogêneos, típicos de complexos alcalinos intemperizados, exigindo caracterização geotécnica detalhada
  • Estabilidade de taludes em material residual/argiloso pouco consolidado nas frentes de lavra a céu aberto
  • Proximidade com aquíferos associados às fontes termais de Poços de Caldas, exigindo controle de drenagem e prevenção de contaminação
  • Herança geológica de mineração de urânio na região, com necessidade de diferenciação técnica e ambiental entre os depósitos de urânio e as argilas de adsorção iônica de terras raras

Por que a Geoteste

  • Mais de 60 anos de atuação em ensaios de fundações em obras de grande porte nos mesmos setores e regiões.
  • Equipe e equipamentos próprios, sem dependência de terceiros para mobilização em obras remotas.
  • Tecnologias proprietárias: Sistema Hammer® e SAP.
  • Laudos assinados por engenheiros geotécnicos do nosso corpo técnico.

O maior corpo técnico do setor dedicado ao projeto

Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Projeto Colossus (Viridis Mining).

Dr. Celso Gontijo

Dr. Celso Gontijo

Presidente do Conselho

Ex-presidente da ABMS

70 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404864105

José Hermes

José Hermes

Engenheiro Civil Geotécnico

Conselheiro do CREA-MG

40 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1405047593

Alexandre Gontijo

Alexandre Gontijo

Diretor Técnico

Engenheiro Civil Geotécnico

30 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404815503

Rodrigo Gontijo

Rodrigo Gontijo

Diretor Executivo

Engenheiro Civil Geotécnico

26 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416959840

Maria T. Mota

Maria T. Mota

Engenheira Civil Geotécnica

11 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1417059923

Diogo Bechler

Diogo Bechler

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10 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416378065

Filipe Almeida

Filipe Almeida

Gerente de Negócio e Operações

Engenheiro Civil Geotécnico

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA - 1423584910

Tatiana Baptista

Tatiana Baptista

Gerente Comercial

Engenheira Civil Geotécnica

9 anos de experiência em geotecnia

Marlon Nocci

Marlon Nocci

Engenheiro Civil Geotécnico

5 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1420099566

Samuel Werner

Samuel Werner

Engenheiro Civil Geotécnico

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423765745

Aline Nonato

Aline Nonato

Engenheira Civil Geotécnica

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421107996

Paulo Ricardo Parreiras

Paulo Ricardo Parreiras

Engenheiro Civil Geotécnico

7 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1418234362

Tiago Fernandes

Tiago Fernandes

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422269183

Amanda Bastos

Amanda Bastos

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423530080

Danilo Milard

Danilo Milard

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422452557

Amanda Nava

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Engenheira Civil Geotécnica

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421602407

Ana Flávia Castro

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Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422908925

Victória Corcini

Victória Corcini

Engenheira Civil Geotécnica

2 anos de experiência em geotecnia

Pedro Neves

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Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

Sabrina Mendes

Sabrina Mendes

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

+60

anos de experiência

+35.000

ensaios realizados

27

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