
Dr. Celso Gontijo
Presidente do Conselho
Ex-presidente da ABMS
70 anos de experiência em geotecnia
CREA/CONFEA 1404864105

Projeto de terras raras no planalto de Poços de Caldas, com planta de processamento e estruturas de apoio. Obras minerárias combinam solos residuais heterogêneos e equipamentos sensíveis a recalque, combinação que exige controle de qualidade de fundações desde a fase de protótipo.
Localização
Investimento
US$ 350 milhões ou mais
Proprietário / Contratante
Fundações
Controle de qualidade de fundações
Geoteste
investimento estimado (DFS)
US$ 449 milhões
área de licenças
228,62 km²
início de produção previsto
2º semestre de 2028
participação da Viridis no projeto
100%
O Projeto Colossus é um empreendimento de mineração de terras raras conduzido pela Viridis Mining and Minerals, mineradora australiana com atuação no Brasil, localizado na região de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais. O projeto compreende um conjunto de licenças que somam 228,62 km² de área, dentro e no entorno do Complexo Alcalino de Poços de Caldas, formação geológica reconhecida internacionalmente por conter algumas das mais altas concentrações de argilas de adsorção iônica (IAC, na sigla em inglês) já registradas no mundo, tipo de depósito mineral favorável à extração de elementos de terras raras com processos relativamente menos intensivos do que os métodos convencionais aplicados a minérios primários.
A companhia adquiriu 100% dos direitos sobre os elementos de terras raras da área em agosto de 2023, dando início a uma fase intensa de exploração geológica e estudos técnicos. Em 2026, a Viridis divulgou o Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS, na sigla em inglês) do projeto, marco crucial no desenvolvimento de qualquer projeto de mineração, estimando um investimento necessário de aproximadamente US$ 449 milhões para colocar o empreendimento em produção, com início de operação previsto para o segundo semestre de 2028. Estimativas anteriores, veiculadas pela imprensa em fases mais preliminares, mencionavam investimentos da ordem de R$ 2 bilhões.
Ao longo de 2026, a empresa avançou em frentes complementares, incluindo operação de planta-piloto, estruturação de financiamento e negociações comerciais, com destaque para um processo de acordo de venda de produção ("offtake") e parceria tecnológica com a companhia química belga Solvay, players relevante da cadeia global de processamento de terras raras. Essas movimentações se inserem em um contexto internacional de disputa geopolítica por terras raras, insumos estratégicos para tecnologias de defesa, veículos elétricos e eletrônicos, mercado hoje dominado pela China, o que tem atraído interesse de governos como Estados Unidos e União Europeia por projetos alternativos no Brasil, incluindo visitas de autoridades europeias ao projeto em Minas Gerais.
O impacto econômico regional esperado envolve a geração de empregos na fase de construção e operação da mina e da planta de processamento, além de receitas de royalties e tributos para o município de Poços de Caldas e para o Estado de Minas Gerais. No entanto, o projeto também desperta preocupações locais, já que a região é historicamente associada a atividades de mineração de urânio (pela antiga Nuclebrás/INB) e é conhecida por suas águas termais e pelo turismo associado a esse recurso natural, o que tem motivado debate público sobre convivência entre mineração e vocação turística da cidade.
Do ponto de vista geotécnico, o Complexo Alcalino de Poços de Caldas é uma caldeira vulcânica de idade cretácica, uma das maiores estruturas alcalinas do mundo, cujo intemperismo tropical intenso ao longo de milhões de anos gerou espessos mantos de alteração residual, incluindo as argilas de adsorção iônica que constituem o alvo econômico do projeto Colossus. Esses solos lateríticos e argilosos, tipicamente pouco espessos em relação a depósitos de terras raras de rocha dura, favorecem métodos de lavra a céu aberto de baixo impacto relativo, mas impõem desafios específicos de estabilidade de taludes em material intemperizado, controle de drenagem ácida ou de metais associados, e necessidade de caracterização geotécnica detalhada devido à heterogeneidade típica de perfis de alteração em terrenos alcalinos, além da proximidade com aquíferos que alimentam as fontes termais da região.
A Viridis Mining and Minerals é uma mineradora de capital australiano, listada em bolsa, focada no desenvolvimento de projetos de terras raras a partir de argilas de adsorção iônica, tecnologia de extração que ganhou relevância global como alternativa aos depósitos tradicionais de rocha dura, dominados majoritariamente pela China. A empresa concentrou seus ativos no Brasil, com o Projeto Colossus como principal iniciativa, e vem conduzindo desde 2023 uma sequência de estudos técnicos, da exploração inicial ao estudo definitivo de viabilidade (DFS), etapas necessárias para atrair financiamento e parceiros estratégicos internacionais.
Como mineradora ainda em fase de desenvolvimento (sem produção comercial iniciada), a Viridis depende fortemente de captação de recursos em mercados de capitais e de acordos comerciais com processadores e compradores internacionais de terras raras, como a negociação em curso com a química belga Solvay, para viabilizar a construção da mina e da planta de processamento. O avanço do projeto tem sido acompanhado de perto por governos ocidentais interessados em diversificar fontes de terras raras fora da cadeia chinesa, o que posiciona a empresa em um contexto geopolítico mais amplo do que o de uma mineradora júnior tradicional.
Conheça a Viridis Mining e a atuação da Geoteste junto à empresa
2023 (agosto), Viridis adquire 100% dos direitos de terras raras da área do Projeto Colossus
2023-2025, Fase de exploração geológica e estudos técnicos preliminares
2026 (agosto), Divulgação do Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS), com investimento estimado em US$ 449 milhões
2026 (setembro), Avanços em financiamento e negociação de acordo de offtake e parceria tecnológica com a Solvay
2028 (segundo semestre), Início de produção previsto
A Geoteste executa todos os ensaios abaixo com equipe, equipamentos e laboratório próprios, seguindo a NBR 6122:2022.
PCE
Capacidade de carga com carga estática aplicada diretamente na fundação.
PDA
Avaliação da capacidade de carga e integridade por impacto dinâmico.
Sistema Hammer
PDA autônomo, patenteado e operado por radiocontrole, sem guindaste.
Ensaio de Placa
Determinação do módulo de reação e recalque de solos superficiais.
PIT
Verificação não destrutiva da integridade e comprimento de estacas.
Bidirecional
Ensaio com célula expansiva para estacas de grande capacidade.
Tração
Avaliação da capacidade de tração de fundações especiais.
Arrancamento
Verificação da resistência à tração de elementos de fundação.
SAP
PCE sem estacas de reação, usando helicoides reutilizáveis.
Todas as informações desta página vêm de publicações oficiais e da imprensa. Consulta em 26/08/2026.
Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Projeto Colossus (Viridis Mining).
+60
anos de experiência
+35.000
ensaios realizados
27
estados atendidos
Infraestrutura, mineração, indústria, mercado imobiliário, energia, saneamento, mobilidade urbana, entre outros.









Nossa equipe técnica está preparada para atender obras de infraestrutura, energia, mineração e indústria em todo o Brasil.