
Dr. Celso Gontijo
Presidente do Conselho
Ex-presidente da ABMS
70 anos de experiência em geotecnia
CREA/CONFEA 1404864105

Ramal ferroviário para escoamento de minério em municípios do Vale do Paraopeba, no Quadrilátero Ferrífero. Pontes ferroviárias, terminais de carga e estruturas de apoio concentram as fundações que exigem verificação em campo.
Localização
, MG
Investimento
R$ 1,5 bilhão
Proprietário / Contratante
Fundações
Controle de qualidade de fundações
Geoteste
Extensão do traçado autorizado
cerca de 26 km, entre Mateus Leme e São Joaquim de Bicas (MG)
Capacidade de transporte projetada
até 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano
Investimento previsto (divulgação inicial, 2023)
R$ 1,8 bilhão
Investimento previsto (divulgações mais recentes)
cerca de R$ 2 bilhões
Redução potencial de tráfego rodoviário
até 5 mil caminhões de minério por dia
A Ferrovia Serra Azul é um projeto ferroviário de transporte de minério de ferro na Grande Belo Horizonte (MG), desenvolvido pela Cedro Participações S.A., que recebeu da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorização para construção e operação, decisão formalizada pelo Voto DLA nº 114/2024, no âmbito do processo SEI 50500.278221/2023-23. O empreendimento é apresentado pela imprensa especializada como a primeira ferrovia de curta distância (shortline) do Brasil, modelo comum nos Estados Unidos para atender cargas específicas em trechos onde não trafegam as grandes concessionárias ferroviárias nacionais. O traçado autorizado tem cerca de 26 km de extensão, ligando as regiões de Mateus Leme e São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com capacidade projetada para transportar até 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
O investimento previsto para o projeto foi divulgado de forma distinta ao longo do tempo pela imprensa: em outubro de 2023, o Valor Econômico noticiou que o Grupo Cedro planejava investir R$ 1,8 bilhão na ferrovia; já em reportagens mais recentes, após a autorização da ANTT, o valor mencionado subiu para cerca de R$ 2 bilhões, o que é compatível com a evolução natural de orçamentos de projetos de infraestrutura entre a fase de protocolo e a fase de autorização concedida. Do ponto de vista de propósito, o projeto busca romper a dependência do transporte rodoviário de minério de ferro na região, hoje fortemente concentrado na BR-381, via federal que liga Belo Horizonte a São Paulo e é informalmente conhecida como "rodovia da morte" por seu histórico de acidentes, tráfego intenso de carretas e trechos sinuosos em terreno de risco geológico.
Segundo a autorização da ANTT e reportagens subsequentes, a Ferrovia Serra Azul tem potencial para retirar até 5 mil caminhões de minério por dia das rodovias da região, o que a reportagem do Valor Econômico de dezembro de 2025 chama de "miniferrovia" capaz de aliviar o tráfego em um dos trechos mais perigosos da rede rodoviária de Minas Gerais. Vale notar que a decisão da ANTT enfrentou contestação: a concessionária ferroviária MRS Logística, que já opera na região com bitola diferente e concessão federal de longa distância, questionou judicialmente a autorização concedida à Cedro, levando a uma suspensão temporária da decisão pelo Tribunal Regional Federal, conforme relatado pela imprensa em novembro de 2024, episódio que ilustra as tensões regulatórias entre autorizações de shortlines e concessões públicas de ferrovias de carga já estabelecidas no Brasil.
A Cedro Mineração, mantida pela holding Cedro Participações S.A., cujo controle remonta à Extrativa Mineral S.A., fundada em 1965, é uma mineradora especializada na extração, beneficiamento e comercialização de minério de ferro na região do Quadrilátero Ferrífero e adjacências de Minas Gerais, com atuação também na região de Mariana. A empresa está estruturada em torno de subsidiárias como a Cedro Extrativa Holding S.A. e a Cedro Mineração Mariana Ltda, ambas sob controle integral da Cedro Participações. O interesse da empresa em desenvolver uma ferrovia própria dialoga com uma tendência do setor de mineração brasileiro de buscar alternativas logísticas de menor custo e menor pegada de carbono frente à dependência histórica do transporte rodoviário de longa distância para escoamento de minério até terminais portuários ou usinas siderúrgicas.
Do ponto de vista técnico-geológico, o traçado da Ferrovia Serra Azul atravessa uma região de relevo acidentado do Quadrilátero Ferrífero e seu entorno, marcada por formações ferríferas bandadas, itabiritos, filitos e quartzitos do Supergrupo Minas, historicamente associados a encostas íngremes e movimentos de massa, o mesmo contexto geológico de risco que a reportagem do Valor Econômico associa à periculosidade da BR-381 na região. A implantação de uma ferrovia nesse terreno exige, tipicamente, cortes e aterros extensos, estruturas de contenção de taludes e drenagem robusta para mitigar processos erosivos e escorregamentos, desafios comuns a obras lineares de infraestrutura na região metropolitana de Belo Horizonte.
A Cedro Participações S.A. é o grupo controlador da Cedro Mineração, empresa mineradora com atuação na extração e beneficiamento de minério de ferro em Minas Gerais, com raízes societárias que remontam à Extrativa Mineral S.A., fundada em 1965. Segundo dados públicos de perfil corporativo, a Cedro Mineração emprega centenas de trabalhadores e figura entre as empresas listadas em rankings do setor mineral brasileiro, com atuação também na região de Mariana por meio da subsidiária Cedro Mineração Mariana Ltda.
O movimento de diversificação da Cedro para o setor de infraestrutura ferroviária, por meio da criação de uma shortline dedicada ao escoamento de sua própria produção mineral, é consistente com uma tendência mais ampla do setor de mineração brasileiro de buscar autonomia logística e redução de custos e riscos associados ao transporte rodoviário, em um cenário de pressão regulatória e ambiental crescente sobre concessionárias ferroviárias tradicionais e sobre o tráfego pesado em rodovias federais de alto risco, como a BR-381.
Conheça a Cedro Mineração e a atuação da Geoteste junto à empresa
Protocolo do requerimento de autorização ferroviária da Cedro Participações junto à ANTT (2023)
Divulgação inicial do investimento previsto de R$ 1,8 bilhão (outubro de 2023)
Voto DLA nº 114/2024 da Diretoria Colegiada da ANTT autorizando o projeto (processo SEI 50500.278221/2023-23)
Autorização formal da ANTT para construção da Ferrovia Serra Azul (novembro de 2024)
Contestação judicial da MRS Logística e suspensão temporária da decisão pelo TRF (novembro de 2024)
Atualização do investimento previsto para cerca de R$ 2 bilhões em reportagens subsequentes (2025-2026)
A Geoteste executa todos os ensaios abaixo com equipe, equipamentos e laboratório próprios, seguindo a NBR 6122:2022.
PCE
Capacidade de carga com carga estática aplicada diretamente na fundação.
PDA
Avaliação da capacidade de carga e integridade por impacto dinâmico.
Sistema Hammer
PDA autônomo, patenteado e operado por radiocontrole, sem guindaste.
Ensaio de Placa
Determinação do módulo de reação e recalque de solos superficiais.
PIT
Verificação não destrutiva da integridade e comprimento de estacas.
Bidirecional
Ensaio com célula expansiva para estacas de grande capacidade.
Tração
Avaliação da capacidade de tração de fundações especiais.
Arrancamento
Verificação da resistência à tração de elementos de fundação.
SAP
PCE sem estacas de reação, usando helicoides reutilizáveis.
Todas as informações desta página vêm de publicações oficiais e da imprensa. Consulta em 26/08/2026.
Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Ramal Ferroviário Serra Azul (Cedro Mineração).
+60
anos de experiência
+35.000
ensaios realizados
27
estados atendidos
Infraestrutura, mineração, indústria, mercado imobiliário, energia, saneamento, mobilidade urbana, entre outros.









Nossa equipe técnica está preparada para atender obras de infraestrutura, energia, mineração e indústria em todo o Brasil.