Túnel Santos–Guarujá
Infraestrutura
Santos, SP

Túnel Santos–Guarujá

Primeira ligação seca entre Santos e Guarujá, executada em túnel imerso sob o canal do porto. O pacote civil envolve acessos, valas submersas e estruturas portuárias em solo mole da Baixada Santista, contexto em que o controle de qualidade de fundações é determinante para o cronograma.

Localização

Santos, SP

Investimento

R$ 6,8 bilhões

Proprietário / Contratante

Consórcio Mota-Engil, OEC e Álya

Controle de qualidade de fundações

Geoteste

O empreendimento em números

investimento total

R$ 6,8 bilhões (cerca de US$ 1,3 bilhão)

extensão do túnel

aproximadamente 870 metros

profundidade

cerca de 21 metros

empregos diretos estimados

9 mil

prazo da concessão

30 anos

Sobre o empreendimento

O Túnel Santos-Guarujá é o primeiro túnel imerso do Brasil e uma das obras de infraestrutura mais aguardadas da Baixada Santista, região onde a travessia entre as duas cidades hoje depende de balsas e de uma ponte com forte congestionamento. O projeto prevê uma ligação submersa de aproximadamente 870 metros de extensão, construída por segmentos pré-moldados afundados em uma vala escavada no leito do canal do porto de Santos, a cerca de 21 metros de profundidade, técnica inédita no país e rara na América Latina. A obra conecta diretamente as duas margens do canal, hoje separadas por um dos estuários mais movimentados do litoral brasileiro, sede do maior porto da América Latina.

O leilão de concessão foi disputado por dois consórcios ibéricos: a portuguesa Mota-Engil, que tem a chinesa CCCC como acionista relevante, e a espanhola Acciona. Em setembro de 2025 a Mota-Engil venceu o certame oferecendo deságio de 0,5% sobre a contraprestação pública, contra desconto zero da concorrente. O contrato de concessão, de 30 anos, inclui construção, operação e manutenção do túnel, com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões (cerca de US$ 1,3 bilhão). A assinatura do contrato com o governo do Estado de São Paulo ocorreu no início de 2026, e a concessionária assumiu formalmente o projeto em julho daquele ano, após a transferência inicial das responsabilidades pela Autoridade Portuária de Santos (APS) em conjunto com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do governo federal, etapa que destravou parcela relevante dos recursos, da ordem de R$ 2,6 bilhões, exigida pelo Tribunal de Contas da União.

O cronograma oficial prevê início das obras físicas em 2026 e entrega prevista para 2031, após décadas de discussão pública sobre a travessia, o problema é descrito pelo próprio governo estadual como uma demanda de cerca de cem anos da Baixada Santista. Entre as etapas remanescentes estão licenciamentos ambientais complementares, estudos técnicos de detalhamento e negociações com o setor portuário, já que o túnel corta uma via de navegação de grande calado e precisa conciliar operação do canal com a obra de imersão dos módulos.

Do ponto de vista de impacto econômico regional, a obra é apresentada como uma das maiores intervenções de mobilidade da história da Baixada Santista, com estimativa de geração de cerca de 9 mil empregos diretos durante a fase de construção, além de efeitos indiretos sobre a logística portuária, o turismo e o mercado imobiliário de Santos e Guarujá. A travessia deve reduzir para poucos minutos um deslocamento hoje sujeito a filas de balsa que podem durar horas, com reflexos esperados sobre a competitividade da região portuária e sobre o adensamento urbano das duas margens.

Do ponto de vista geotécnico, a Baixada Santista assenta-se sobre terrenos sedimentares recentes, com espessos pacotes de solos moles (argilas e siltes de origem marinha e estuarina) sobre o leito do canal, condição que historicamente dificulta fundações profundas convencionais na região. A técnica de túnel imerso foi escolhida justamente para evitar a perfuração de rocha ou o cravamento de estacas em grandes profundidades sob um canal navegável ativo: os módulos são pré-fabricados em seco, rebocados até o local e afundados em uma vala dragada, apoiando-se sobre um leito de assentamento preparado especificamente para acomodar as camadas moles e o risco de recalques diferenciais, além de exigir monitoramento geotécnico contínuo pela proximidade com estruturas portuárias e pela ação de correntes e sedimentação do canal.

Quem está por trás da obra

A Mota-Engil é uma construtora portuguesa com atuação internacional consolidada em obras de infraestrutura pesada, incluindo rodovias, ferrovias, portos, saneamento e engenharia hidráulica, presente em dezenas de países da Europa, África e América Latina. A empresa tem como um de seus principais acionistas a estatal chinesa CCCC (China Communications Construction Company), o que amplia sua capacidade financeira e de engenharia para projetos de grande porte como túneis imersos, tecnologia pouco difundida fora de mercados como Europa e Ásia.

No Brasil, a Mota-Engil já atua em outras frentes de infraestrutura de transporte e concessões, e a vitória no leilão do Túnel Santos-Guarujá, disputada frente à espanhola Acciona, marca sua entrada em um projeto de concessão de longo prazo (30 anos) que combina construção e operação, modelo que a companhia já pratica em outros países. A condução simultânea da fase de obras e da futura operação tende a exigir da empresa forte capacidade de coordenação entre engenharia, meio ambiente e logística portuária junto a órgãos como a Autoridade Portuária de Santos.

Conheça a Consórcio Mota-Engil, OEC e Álya e a atuação da Geoteste junto à empresa

Linha do tempo do projeto

  1. 2025 (setembro), Mota-Engil vence o leilão de concessão com deságio de 0,5%

  2. 2026 (janeiro), Assinatura do contrato de concessão com o governo de São Paulo

  3. 2026 (julho), Concessionária assume formalmente o projeto após Termo de Transferência Inicial

  4. 2026, Início previsto das obras físicas de construção

  5. 2031, Entrega prevista do túnel em operação

Desafios geotécnicos do terreno

  • Solos moles marinhos e estuarinos no leito do canal, propensos a recalques diferenciais sob a estrutura imersa
  • Necessidade de dragagem de vala profunda em canal portuário ativo, com risco de instabilidade das paredes de escavação
  • Interferência com correntes, sedimentação e assoreamento típicos do estuário de Santos
  • Proximidade com infraestrutura portuária existente, exigindo monitoramento geotécnico e estrutural contínuo durante e após a imersão dos módulos

Por que a Geoteste

  • Mais de 60 anos de atuação em ensaios de fundações em obras de grande porte nos mesmos setores e regiões.
  • Equipe e equipamentos próprios, sem dependência de terceiros para mobilização em obras remotas.
  • Tecnologias proprietárias: Sistema Hammer® e SAP.
  • Laudos assinados por engenheiros geotécnicos do nosso corpo técnico.

O maior corpo técnico do setor dedicado ao projeto

Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Túnel Santos–Guarujá.

Dr. Celso Gontijo

Dr. Celso Gontijo

Presidente do Conselho

Ex-presidente da ABMS

70 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404864105

José Hermes

José Hermes

Engenheiro Civil Geotécnico

Conselheiro do CREA-MG

40 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1405047593

Alexandre Gontijo

Alexandre Gontijo

Diretor Técnico

Engenheiro Civil Geotécnico

30 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1404815503

Rodrigo Gontijo

Rodrigo Gontijo

Diretor Executivo

Engenheiro Civil Geotécnico

26 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416959840

Maria T. Mota

Maria T. Mota

Engenheira Civil Geotécnica

11 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1417059923

Diogo Bechler

Diogo Bechler

Engenheiro Civil Geotécnico

10 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1416378065

Filipe Almeida

Filipe Almeida

Gerente de Negócio e Operações

Engenheiro Civil Geotécnico

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA - 1423584910

Tatiana Baptista

Tatiana Baptista

Gerente Comercial

Engenheira Civil Geotécnica

9 anos de experiência em geotecnia

Marlon Nocci

Marlon Nocci

Engenheiro Civil Geotécnico

5 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1420099566

Samuel Werner

Samuel Werner

Engenheiro Civil Geotécnico

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423765745

Aline Nonato

Aline Nonato

Engenheira Civil Geotécnica

6 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421107996

Paulo Ricardo Parreiras

Paulo Ricardo Parreiras

Engenheiro Civil Geotécnico

7 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1418234362

Tiago Fernandes

Tiago Fernandes

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422269183

Amanda Bastos

Amanda Bastos

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1423530080

Danilo Milard

Danilo Milard

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422452557

Amanda Nava

Amanda Nava

Engenheira Civil Geotécnica

3 anos de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1421602407

Ana Flávia Castro

Ana Flávia Castro

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

CREA/CONFEA 1422908925

Victória Corcini

Victória Corcini

Engenheira Civil Geotécnica

2 anos de experiência em geotecnia

Pedro Neves

Pedro Neves

Engenheiro Civil Geotécnico

2 anos de experiência em geotecnia

Sabrina Mendes

Sabrina Mendes

Engenheira Civil Geotécnica

1 ano de experiência em geotecnia

+60

anos de experiência

+35.000

ensaios realizados

27

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