
Dr. Celso Gontijo
Presidente do Conselho
Ex-presidente da ABMS
70 anos de experiência em geotecnia
CREA/CONFEA 1404864105

Primeira ligação seca entre Santos e Guarujá, executada em túnel imerso sob o canal do porto. O pacote civil envolve acessos, valas submersas e estruturas portuárias em solo mole da Baixada Santista, contexto em que o controle de qualidade de fundações é determinante para o cronograma.
Localização
Investimento
R$ 6,8 bilhões
Proprietário / Contratante
Fundações
Controle de qualidade de fundações
Geoteste
investimento total
R$ 6,8 bilhões (cerca de US$ 1,3 bilhão)
extensão do túnel
aproximadamente 870 metros
profundidade
cerca de 21 metros
empregos diretos estimados
9 mil
prazo da concessão
30 anos
O Túnel Santos-Guarujá é o primeiro túnel imerso do Brasil e uma das obras de infraestrutura mais aguardadas da Baixada Santista, região onde a travessia entre as duas cidades hoje depende de balsas e de uma ponte com forte congestionamento. O projeto prevê uma ligação submersa de aproximadamente 870 metros de extensão, construída por segmentos pré-moldados afundados em uma vala escavada no leito do canal do porto de Santos, a cerca de 21 metros de profundidade, técnica inédita no país e rara na América Latina. A obra conecta diretamente as duas margens do canal, hoje separadas por um dos estuários mais movimentados do litoral brasileiro, sede do maior porto da América Latina.
O leilão de concessão foi disputado por dois consórcios ibéricos: a portuguesa Mota-Engil, que tem a chinesa CCCC como acionista relevante, e a espanhola Acciona. Em setembro de 2025 a Mota-Engil venceu o certame oferecendo deságio de 0,5% sobre a contraprestação pública, contra desconto zero da concorrente. O contrato de concessão, de 30 anos, inclui construção, operação e manutenção do túnel, com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões (cerca de US$ 1,3 bilhão). A assinatura do contrato com o governo do Estado de São Paulo ocorreu no início de 2026, e a concessionária assumiu formalmente o projeto em julho daquele ano, após a transferência inicial das responsabilidades pela Autoridade Portuária de Santos (APS) em conjunto com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do governo federal, etapa que destravou parcela relevante dos recursos, da ordem de R$ 2,6 bilhões, exigida pelo Tribunal de Contas da União.
O cronograma oficial prevê início das obras físicas em 2026 e entrega prevista para 2031, após décadas de discussão pública sobre a travessia, o problema é descrito pelo próprio governo estadual como uma demanda de cerca de cem anos da Baixada Santista. Entre as etapas remanescentes estão licenciamentos ambientais complementares, estudos técnicos de detalhamento e negociações com o setor portuário, já que o túnel corta uma via de navegação de grande calado e precisa conciliar operação do canal com a obra de imersão dos módulos.
Do ponto de vista de impacto econômico regional, a obra é apresentada como uma das maiores intervenções de mobilidade da história da Baixada Santista, com estimativa de geração de cerca de 9 mil empregos diretos durante a fase de construção, além de efeitos indiretos sobre a logística portuária, o turismo e o mercado imobiliário de Santos e Guarujá. A travessia deve reduzir para poucos minutos um deslocamento hoje sujeito a filas de balsa que podem durar horas, com reflexos esperados sobre a competitividade da região portuária e sobre o adensamento urbano das duas margens.
Do ponto de vista geotécnico, a Baixada Santista assenta-se sobre terrenos sedimentares recentes, com espessos pacotes de solos moles (argilas e siltes de origem marinha e estuarina) sobre o leito do canal, condição que historicamente dificulta fundações profundas convencionais na região. A técnica de túnel imerso foi escolhida justamente para evitar a perfuração de rocha ou o cravamento de estacas em grandes profundidades sob um canal navegável ativo: os módulos são pré-fabricados em seco, rebocados até o local e afundados em uma vala dragada, apoiando-se sobre um leito de assentamento preparado especificamente para acomodar as camadas moles e o risco de recalques diferenciais, além de exigir monitoramento geotécnico contínuo pela proximidade com estruturas portuárias e pela ação de correntes e sedimentação do canal.
A Mota-Engil é uma construtora portuguesa com atuação internacional consolidada em obras de infraestrutura pesada, incluindo rodovias, ferrovias, portos, saneamento e engenharia hidráulica, presente em dezenas de países da Europa, África e América Latina. A empresa tem como um de seus principais acionistas a estatal chinesa CCCC (China Communications Construction Company), o que amplia sua capacidade financeira e de engenharia para projetos de grande porte como túneis imersos, tecnologia pouco difundida fora de mercados como Europa e Ásia.
No Brasil, a Mota-Engil já atua em outras frentes de infraestrutura de transporte e concessões, e a vitória no leilão do Túnel Santos-Guarujá, disputada frente à espanhola Acciona, marca sua entrada em um projeto de concessão de longo prazo (30 anos) que combina construção e operação, modelo que a companhia já pratica em outros países. A condução simultânea da fase de obras e da futura operação tende a exigir da empresa forte capacidade de coordenação entre engenharia, meio ambiente e logística portuária junto a órgãos como a Autoridade Portuária de Santos.
Conheça a Consórcio Mota-Engil, OEC e Álya e a atuação da Geoteste junto à empresa
2025 (setembro), Mota-Engil vence o leilão de concessão com deságio de 0,5%
2026 (janeiro), Assinatura do contrato de concessão com o governo de São Paulo
2026 (julho), Concessionária assume formalmente o projeto após Termo de Transferência Inicial
2026, Início previsto das obras físicas de construção
2031, Entrega prevista do túnel em operação
A Geoteste executa todos os ensaios abaixo com equipe, equipamentos e laboratório próprios, seguindo a NBR 6122:2022.
PCE
Capacidade de carga com carga estática aplicada diretamente na fundação.
PDA
Avaliação da capacidade de carga e integridade por impacto dinâmico.
Sistema Hammer
PDA autônomo, patenteado e operado por radiocontrole, sem guindaste.
Ensaio de Placa
Determinação do módulo de reação e recalque de solos superficiais.
PIT
Verificação não destrutiva da integridade e comprimento de estacas.
Bidirecional
Ensaio com célula expansiva para estacas de grande capacidade.
Tração
Avaliação da capacidade de tração de fundações especiais.
Arrancamento
Verificação da resistência à tração de elementos de fundação.
SAP
PCE sem estacas de reação, usando helicoides reutilizáveis.
Todas as informações desta página vêm de publicações oficiais e da imprensa. Consulta em 26/08/2026.
Uma equipe de engenheiros especialistas que soma 238 anos de experiência combinada em geotecnia, levando toda essa autoridade técnica para garantir a segurança e a confiança das fundações do projeto Túnel Santos–Guarujá.
+60
anos de experiência
+35.000
ensaios realizados
27
estados atendidos
Infraestrutura, mineração, indústria, mercado imobiliário, energia, saneamento, mobilidade urbana, entre outros.









Nossa equipe técnica está preparada para atender obras de infraestrutura, energia, mineração e indústria em todo o Brasil.